Lisboa, Fantasma?

Percorre a cidade um drama anónimo e surdo, que discretamente contribui de forma decisiva para o esvaziamento das pessoas de Lisboa, contribuindo para a erosão social e económica do seu centro habitacional. Sucede-lhe o correspondente e doentio agigantamento da periferia:

Se nas grandes avenidas e ruas mais conhecidas o comércio ainda consegue resistir, quem se afastar destas vias comerciais lisboetas (Guerra Junqueiro, Avenida de Roma, Chiado, etc) e penetrar numa das várias perpendiculares vai encontrar: prédios devolutos, lojas abandonadas umas após outras e uma sucessão de casas por alugar, vender ou mesmo já em ruínas.

As razões são várias e este fenómeno não tem solução simples: desde logo, falta reativar o mercado, o arrendamento comercial, corrigindo os desvios do vermelho (rendas muito altas) e para o azul (rendas muito baixas).
Assim propomos:

– Estabelecer tetos máximos para as zonas prioritárias de intervenção.
– Atualizar rendas mais baixas em função dos rendimentos dos seus proprietários.
– Introduzir mecanismos de racionalidade que devolvam a razão a um mercado que está ainda com preços muito superiores aquilo que seria razoável…
– Os imóveis não podem permanecer mais de um ano sem ocupação dos próprios ou de aluguer ou ainda por cedência.

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