CausaLisboa: Sobre o Silo para automóveis do Chão do Loureiro

“Era para ter sido um museu ou um centro cultural. Encerrado durante anos, o Mercado Chão do Loureiro, no Largo do Caldas, alberga agora um silo para cerca de 200 automoveis, um restaurante, uma esplanada e um supermercado. (…) a requalificação do edificio, a cargo da EMEL, custou 3.6 milhões de euros, mais um milhao de euros do que inicialmente previsto. O projecto não é pacífico. Muitos habitantes questionam a construção de um elevador no exterior do edifício e a consequente destruição das vistas no topo das Escadinhas do Chão do Loureiro. Um dos aspectos que os moradores não compreendem é a razão pela qual não se utilizou a antiga caixa do monta-cargas que já existia no interior do edifício e que, asseguram, era suficientemente larga.

Jornal Rosa Maria
Associação Renovar a Mouraria

Os moradores não compreendem porque não foram devidamente chamados a Participarem num processo que lhes dizia directamente respeito e porque esta execução foi entregue a uma empresa municipal que tem a merecida reputação que se conhece… para variar, a obra ultrapassou em muito o orcamentado, nao teve em conta os legítimos interesses dos moradores Uapenas os da EMEL) e a hipótese “centro cultural” foi descartada porque o silo de automóveis era muito mais rentável para esta poderosa e vampirica empresa municipal: incapaz de manter uma obra dentro do seu orçamento e de ouvir os cidadãos antes de gastar o dinheiro que é, ao fim cabo, de todos nós.

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