Perguntas Olissiponenses (2)

Porque destruiu a CML os históricos candeeiros de marmorite do Bairro do Areeiro, do período modernista? Porque foram substituídos por candeeiros de duvidoso bom gosto?

Porque é que no Parque Silva Porto foram destruídos os bebedouros desenhados por Keil do Amaral?
É evidente para todos os lisboetas que existem problemas graves com a limpeza urbana. O que tenciona fazer a CML para melhorar esta situação?
O que pensa a CML fazer para salvar os painéis de azulejos de pintores portugueses datados de 1959, na avenida Infante Santo e que estão hoje, na sua maioria, em grande degradação?
Porque é que todas as  reuniões e debates na Assembleia Municipal ocorrem da parte da tarde, entre as 15 e as 18, de dias de semana? Estes horários visam excluir deste direito de cidadania (o de ser eleito para uma função autárquica) todos os cidadãos que não sejam funcionários públicos, desempregados, profissionais liberais ou pensionistas?
A estranha demolição integral do número 233 da Almirante Reis, incluindo a fachada, só foi embargada já quando a destruição já ia no primeiro piso. A que se deveu esta lenta resposta? Houve alguma investigação quanto à conduta dos serviços da autarquia neste incidente? Por outro lado, os serviços da autarquia que aceitaram a demolição do prédio com a  condição de se manter essa fachada estavam tecnicamente certos já que se sabia que se tratava de um edifício construido em betão?
Perguntas Olissiponenses sobre a Polícia Municipal:
Que missões são cumpridas pela Polícia Municipal que a PSP não é capaz de cumprir?
Quanto custa aos munícipes manter a estrutura da Policia Municipal em funcionamento?
Quais são as métricas de produtividade da Polícia Municipal e qual é a sua evolução nos últimos anos?
Existem inquéritos de satisfação que meçam os níveis de opinião dos munícipes em relação à Polícia Municipal?
Na recente alteração de trânsito na Rua Cidade de Bissau e na Rua Cidade de Bolama, não existiu a devida consulta aos moradores. E será que essa  ausência de consulta se deveu à preparação para a vinda para o local da EMEL?… Por outro lado, na redução dos sentidos de circulação nas Ruas Cidade de Bolama e de Bissau, na Freguesia de Santa Maria dos Olivais não teve uma audição prévia das populações. Este autismo é compatível com o lema “Lisboa Participa” da campanha autárquica da actual gestão camarária?
Existem muitos casos de erros crassos das avaliações do IMI em Lisboa… Na Lapa, onde por se tratar supostamente de um “bairro rico” a avaliação prejudicou seriamente  muitos habitantes mais pobres do bairro e em Alvalade, bairro com o coeficiente de localização de IMI de 2,4 (a Quinta da Marinha tem, p.ex.  2,5)
É verdade que a grande  dívida da EPUL (uma das razões que terá levado à sua extinção) resulta de “investimentos” no Euro 2004 (65 milhões de euros dados ao S. L. Benfica), dos projetos de reconversão do AlcântaraMar e do Parque Mayer, da paragem das obras no Martim Moniz e até da mudança para instalações arrendadas da sua sede para o Estádio José de Alvalade que terá custado à empresa seis milhões de euros? Porque é que o Futebol parece ser uma das principais causas do colapso financeiro da EPUL?…
É verdade que o Departamento de Reparação e Manutenção Mecânica está sem stocks de peças levando a que as suas funções sejam frequentemente executadas no exterior, em regime de outsourcing, deixando os técnicos e as oficinas de manutenção da CML paradas e desperdiçando assim preciosos recursos públicos?
O piso do parque infantil do jardim de infância da Horta Nova está severamente degradado, sem um chão que devia de amortecer as quedas
encontra-se abrasivo, e expondo o cimento em alguns locais. Até quando?
As coletividades de Lisboa estão a ser severamente atacadas com os aumentos que decorrem da Lei das Rendas. É o caso do “Lisboa Clube Rio  de Janeiro”, no Bairro Alto que pagava 109 euros de renda e agora teria que pagar 2500 euros. De igual forma, a “Academia do Recreio Artístico”, na Rua dos Fanqueiros, que pagava 600 euros por mês e a quem agora querem cobrar 2500? Qual é a atitude da CML frente a este grave problema que ameaça o tecido associativo e a rede cívica e de solidariedade da nossa cidade?
Segundo os Censos de 2011, existem 110 mil fogos prontos a habitar e a serem colocados no mercado de arrendamento, mas fora do mesmo. Porquê?
Para quando um projecto de requalificação do Bairro de Chelas, como reclamam os seus moradores há bastante tempo?
Existem muitos casos de aumentos de 600% de rendas tentados por senhorios sem escrupulos junto de inquilinos mais desprotegidos e que usando o mecanismo legal em que a ausência de resposta á primeira notificação ao aumento implique a sua aceitação. Qual é a resposta da CML para combater estas situações?
Por toda a Lisboa encontrados partes de linhas férreas  desativadas há décadas. Estas linhas prejudicam a circulação (especialmente em motociclos e bicicletas por estarem ligeiramente elevadas) e parecem esquecidas pela CML. Até quando?
O problema do estacionamento em segunda fila ou obstruindo uma via de circulação é endémico em Lisboa. Porque são tão pouco actuantes as equipas municipais dedicadas a combater este fenómeno e que se fazem  deslocar por Lisboa em automóveis Smart cedidos pela Carris?
Várias dezenas de semáforos para peões estão simultaneamente avariados, a cada momento, em Lisboa, por vezes durante semanas ou meses. Porquê é que estas reparações ocorrem a um ritmo tão lento? (p.ex. um semáforo para  peões esteve avariado durante dois meses, mesmo junto à Assembleia Municipal: aparentemente, os deputados municipais não se deslocam a  pé…)
A escola de calceteiros, criada pela CML em 1986, não tem sido devidamente valorizada e não tem formações há mais de cinco anos. Porquê?
Desde o primeiro Rock in Rio, em 2004, que foi instalada uma “vedação provisória”, mas que persiste ao fim de quase dez anos, escondendo assim aos lisboetas aquele parque público. Até quando?
Existem planos para concluir as obras da Estação Fluvial Sul e Sueste no Terreiro do
Paço e de Expansão da Linha Azul do Metropolitano até à Reboleira?
159 Marcos dos CTT foram retirados nos últimos meses. Segundo os CTT, por falta de utilização, contudo, estes marcos (nomeadamente os mais antigos) são uma parte do património histórico da cidade. A opção de os preservar, mantendo-os fora de uso foi considerada? Estes marcos podem ser recolocados nesta condição de “marco histórico”, mas sem uso para a distribuição de correio?
Quando será reaberta a passagem aérea pedonal na Rua de Entrecampos, um problema que se arrasta desde 2010?
Na Linha Verde do Metropolitano foi suprimida uma carruagem nas composições. A CML foi consultada nesta redução para 3 carruagens que provocou o congestionamento em alguns horários?
Em muitas estações do Metropolitano, elevadores, escadas rolantes, plataformas elevatórias, estão parados por falta de financiamento. A CML já inquiriu o ML a este propósito?
Lisboa  tem um alto nível de sinistralidade rodoviária, especialmente em relação a atropelamentos (em 2012, 300 cidadãos foram atropelados). Não existe a este respeito uma estratégia consistente da CML: os tempos dos semáforos não aumentaram (na Avenida de Roma, há semáforos com 4 segundos em “verde”!), nem todas as passadeiras estão devidamente mantidas e sobretudo, são muito raros os sistemas de controlo de velocidade Speed Humps ou Speed Bumps, vulgo “lombas”, por outro lado, existem em Lisboa apenas 3 equipas de Polícia de Trânsito. A CML não planeia lançar uma abordagem mais global e multifacetada que reduza a  incidência deste problema em Lisboa?

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