[Opinião] Eleitoralismo Bacoco

Lisbon

Lisbon (Photo credit: luca.sartoni)

As obras do Campo Grande (passagem aérea junto à Lusófona, Lago do caleidoscópio) estão prestes a serem concluídas. A estátua de Dom José é destapada depois de um ano escondida aos olhos dos transeuntes e turistas. O Arco da Rua Augusta tem o fim do seu restauro em começos de agosto. Por toda a Lisboa, construtores civis trabalham em regime de urgência tapando buracos e renovando alcatrão em ruas que ainda há umas semanas pareciam terreno lunar. Por toda a Lisboa se fazem obras a alto ritmo, cuidadosamente programadas (depois de 3 anos de abandono) por forma a ficarem prontas e a brilhar a algumas semanas das eleições autárquicas de setembro.

A calendarização destas obras foi feita para obter benefícios eleitorais para a lista no poder em Lisboa. Para concentrar as inauguração em agosto e setembro, abandonaram-se vias, ruas, passeios, património nacional ou municipal e prejudicou-se intencionalmente a vida de muitos milhares de lisboetas (no caso dos buracos nos passeios e ruas) inclusive provocando danos pessoais e despesas materiais. No caso do património, abandonou-se o mesmo até dois meses antes das eleições, dando uma imagem de abandono e desleixo aos milhares de turistas que nos visitam todos os anos.
A questão está em saber se esta forma de “eleitoralismo bacoco”, primário e simplista ainda funciona. Veremos.
Um texto de Rui Martins

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