Proposta MaisLisboa para Salvar o Cinema Londres

Introdução:
No MaisLisboa.org acreditamos que é possível salvar o Cinema Londres. Acreditamos que é um dever dos lisboetas reverter a sua transformação em mais uma (precisamos mesmo de mais uma?) “Loja dos 300”, com a sua “geração zero”: Zero de emprego, impacto nas importações, imorais isenções fiscais e desqualificação de uma das zonas comerciais mais diversificadas e históricas da cidade.
O Modelo Cooperativo:
No MaisLisboa.org acreditamos que é possível replicar no Cinema Londres (apenas um entre muitos dos cinemas que fecharam em Lisboa nos últimos anos) o modelo aplicado na “The Electric Picture House” de Wotton (Reino Unido). Um cinema, de uma pequena cidade britânica com apenas seis mil habitantes é gerido por um grupo de voluntários. De facto, quem gere o cinema, são os seus espetadores, a par com um grupo de voluntários e investidores. Todos os lucros da exploração do cinema regressam à comunidade, através do “Wotton Recreation Trust”.
Proposta MaisLisboa para Salvar o Cinema Londres:
Este é o modelo de recuperação do Cinema Londres que o MaisLisboa.org propõe:
1. Formação de uma Cooperativa (pessoa coletiva autónoma sem fins lucrativos), com a dupla missão de renovar e explorar comercialmente o espaço
2. Essa cooperativa será formada, por diferentes tipos de cooperantes:
2.1. Individuais:
2.1.1. Voluntários (residentes) e demais ativistas
2.1.2. Investidores por crowdsourcing (que receberão retorno pelo seu investimento) (usando o site http://ppl.com.pt)
2.2. Coletivos:
2.1.1. Espaços comerciais do bairro (com interesse em manter pelo menos uma sala de cinema (das várias) em funcionamento e manter assim ativo um polo de atração comercial ao bairro)
2.1.2. Junta de Freguesia do Areeiro (que poderá renovar uma das salas para efeitos de espaço de debates, reuniões e congressos)
2.1.3. Câmara Municipal de Lisboa (que poderá usar este espaço para as suas atividades culturais, nomeadamente através da EGEAC)
2.1.4. Associações (que carecem de espaços para sede, debates ou atividades, pequenos cafés ou restaurantes).
2.1.5.  Empreendedores que queiram abrir neste espaço as suas atividades comerciais ou artísticas em regime de “startup” (com uso do espaço num regime de arrendamento de baixo custo e por não mais de 5 anos).
Todas estas entidades contribuirão em parcelas a definir para o investimento inicial e para a manutenção do espaço, quer contribuindo com os seus  pagamentos pelo arrendamento, quer realizando no espaço atividades e eventos temporários (Feiras de antiguidades, feiras de trocas, feiras de artesanato, ciclos de cinema e teatro, etc) com rendimentos próprios.
Dê a conhecer a sua opinião aos Proprietários do Cinema e aos potenciais novos Arrendatários da “Loja dos 300”, assinando:

7 thoughts on “Proposta MaisLisboa para Salvar o Cinema Londres

  1. Boa Noite
    Gostava de deixar aqui um comentário um pouco ao contrario das opiniões aqui expressas:
    Em primeiro lugar gostaria de referir que as chamadas lojas “chinesas”, não têm quaisquer “imorais isenções fiscais”, pagam os mesmos impostos que qualquer outro contribuinte.
    Em segundo, porque só agora este movimento, não ouvi ninguém se manifestar quando o cinema encerrou as suas portas, só agora que vai abrir uma loja dos 300, é que se manifestam?

    Fica aqui a minha pergunta: É preferível uma loja fechada, a uma loja dos 300?

    • Pedro Manuel fique a saber que os chineses, “quando o perigo amarelo se levantar o ocidente tremerá” disse Eça de Queiróz, não pagam impostos durante alguns anos. Passado esse tempo fecham e abrem em nome dum familiar e por aí fora…Como no ocidente não têm a imposição do filho único familiares não lhes falta. E caso não saiba os produtos que vendem são superbaratos por os trabalhadores trabalham em condições infrahumanas. E poderia dar-lhe mtas mais razões para preferir uma loja fechada a mais uma loja dos 300!

    • Agradeço a resposta.
      Em relação à convenção que deixa em cima, existe sim, como existe uma convenção com uma grande maioria dos países do mundo. Esta convenção não vem estabelecer nenhuma isenção em termos de impostos aos cidadãos chineses a residir em Portugal. Vem sim estabelecer uma regulação em termos de dupla tributação, para não serem tributados em Portugal e na China, pelos mesmos rendimentos.

      Em relação à segunda questão, em relação à proposta apresentada, não me parece com viabilidade económica, visto que a própria empresa que geria o cinema não teve viabilidade económica.

      Em resumo, na minha opinião, não se trata aqui de ser a favor ou contra uma “loja dos 300”, mas sim ter um projeto com viabilidade económica para a zona.

    • Respondi a uma questão que estava em aberto. Espero ter elucidado o Pedro Manuel.
      Uma vez que assinei a petição é porque concordo com a proposta em concreto!

  2. Boa noite,
    alguém me sabe dizer qual a renda relativa ao cinema, acordada entre o proprietário e os potenciais arrendatários? Procuro um espaço para abrir uma escola de dança… não sei se considerariam o projeto como uma possível saída… cumprimentos

    Rita Fonseca

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