Carta do Fórum CidadaniaLx para a CML e Junta de Freguesia do Areeiro

“Exma. Senhora Vereadora

Dra. Graça Fonseca
Exmo. Senhor Presidente da Junta de Freguesia do Areeiro
Dr. Fernando Braamcamp

C.C. Presidente da CML, Presidente da AML, Gab. SEC, Media

No seguimento do comunicado emitido esta madrugada pela organização «Mais Lisboa», dando conta do estado de coisas sobre o processo de mudança de uso do antigo Cinema Londres, concluímos que a passagem daquela emblemática sala de cinema da Avenida de Roma a «loja dos 300» está em vias de se tornar irreversível e inapelável, graças à inacção, a nosso ver inaceitável, da CML (pelouro da Economia, Inovação, Modernização Administrativa e Descentralização) e da Junta de Freguesia do Areeiro.

Com efeito, desde o fecho do Londres (previsível e contra o qual também ninguém de direito tentou sequer ténue reacção) que têm sido os moradores e os comerciantes daquela zona da cidade a agir em prol de uma solução digna, perante a evidência de alteração de uso do antigo cinema – recorde-se que não sendo aqueles detentores de qualquer cargo autárquico, os mesmos não têm quaisquer obrigação, compromisso ou responsabilidade pública em agirem valorosamente como têm agido.

Antes, CML e Junta de Freguesia têm-se escudado desde o início na espontaneidade do movimento local, deixando correr o mesmo e passando responsabilidades de uma para a outra, quando não para a SEC, que aqui apenas intervém porque depende dela a autorização de mudança de ramo; o que torna extremamente confrangedor assistir-se ao desenrolar deste processo; processo que se aproxima do seu epílogo.

Não queremos acreditar que a CML e a Junta de Freguesia tenham receio de afrontar interesses terceiros, ou que não saibam o que fazer enquanto Eleitos, que, simplesmente, desconheçam o historial e a popularidade do Londres, ou, pior, ignorem o que foi, é e ainda poderá ser a Avenida de Roma, enquanto exemplo maior do nosso urbanismo (arquitectónico, comercial, social) e eixo económico e cultural da Lisboa moderna.

Apelamos, por isso, a que a CML e Junta de Freguesia, por uma vez, ajam para lá das parangonas dos orçamentos participativos e dos placards de propaganda sobre «governança», boas práticas e um sem-número de outros chavões.

Ou seja, neste momento, para se evitar que o Londres passe a «loja dos 300» é preciso que o projecto alternativo dos moradores e comerciantes tenha a colaboração, efectiva e empenhada, da CML e da Junta de Freguesia, porque a viabilidade do projecto implicará a realização de obras correctivas, sendo preciso garantir a disponibilização de verbas, vontades e equipas técnicas; caso contrário, esta magnífica reacção em cadeia da população terá sido em vão.

E é preciso que CML e Junta de Freguesia ajam já!

Melhores cumprimentos
Bernardo Ferreira de Carvalho”

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