A desforra a António Costa

No passado domingo, para grande espanto dos lisboetas, decorreu uma manifestação contra a medida do Presidente de Câmara António Costa com a proibição de circulação de viaturas anteriores a 2000, no centro da cidade e anteriores a 1996 na zona ZER 2. O descontentamento era geral e bem patente nas centenas de participantes que levaram os seus veículos clássicos, utilitários os e até mesmo comerciais de trabalho. Havia para todos os gostos! A maior parte dos carros eram do tipo utilitário e alguns tinham mensagens como esta que passo a citar:

“Sr. Presidente da C. M. Lisboa

Gostava de saber se não tivesse carro pago pelos contribuintes se impunha a mesma lei.

Tenho o imposto de circulação  — pago.

Tenho o seguro ——————– pago.

Tenho a inspecção —————– pago.

Não pode haver diferenças”

A medida em si advêm das medições ambientais ao dióxido de azoto em 2012, feitas num dia de pleno verão, elevadas temperaturas e nenhuma precipitação ou vento, o que torna mais intensa a acumulação de gases. O mais curioso é que as contraprovas foram feitas já depois das obras feitas, entre dezembro e janeiro (6 meses depois em pleno inverno com ventos e chuvas) o que proporciona uma menor concentração de gases.

Mas falemos então desta norma municipal. Ela é composta por duas zonas ZER (ZONA DE EMISSÕES REDUZIDAS). Na última norma imposta por António Costa, mantém-se a área geográfica (zona 1 e zona 2), bem como o horário e período de aplicação em que vigoram as restrições nos dias úteis, das 7h00 às 21h00. A alteração deveria prender-se com uma maior exigência em termos ambientais, passando assim as ZER de Lisboa a ter as seguintes regras:

– Zona 1, que se entende pela área geográfica Av. Liberdade/Baixa delimitada por: Rua Alexandre Herculano, a sul pela Praça do Comércio, e abrangendo a zona entre o Cais do Sodré e o Campo das Cebolas, nesta zona apenas circulam veículos de 2000 e posteriores, ou seja, que respeitem as normas de emissão EURO 3 (em geral, veículos ligeiros fabricados depois de janeiro de 2000 e pesados depois de outubro de 2000 que podem emitir até 0.15 g/Km se for a gasolina e 0.50g/km se for a gasóleo);

– Zona 2, é limitada pela Avenida de Ceuta, Eixo Norte-Sul, Av. das Forças Armadas, Av. Estados Unidos, Av. Marechal António Spínola, Av. do Santo Condestável e Av. Infante D. Henrique, apenas circulam veículos de 1996 e posteriores, ou seja, que respeitem as normas de emissão EURO 2 (em geral, veículos ligeiros fabricados depois de janeiro de 1996 e pesados depois de outubro de 1996).

Mas há exceções, a estas restrições. Os veículos de emergência, históricos, de residentes, da polícia, militares, de transporte de presos, blindados de transporte de valores, os carros a gás natural (GPL) e os motociclos podem circular. Também os táxis terão um período de exceção, entre 15 de janeiro e 30 de junho de 2015. Depois disso, e a partir de 01 de julho de 2015, só os táxis posteriores a 1992 ou com emissões idênticas poderão circular nas ZER. Após 01 de julho de 2016, para circularem no eixo Avenida da Liberdade – Baixa, os táxis têm de ter sido fabricados depois de 1996. Em julho de 2017, inicia-se uma nova restrição para estes veículos, que também diz respeito à zona 1, na qual só poderão circular os táxis posteriores a 2000 ou com emissões semelhantes. No que toca à zona 2, após esta data apenas poderão circular os táxis fabricados depois de 1996.

Com isto espera-se que as emissões de partículas desçam 30% e que o dióxido de azoto baixe 22%, em comparação com a segunda fase, isto na zona 1. Na zona 2, as expectativas são de 74% e 19%, respetivamente, como anunciou o município em setembro de 2014.

Mas há umas situações a comparar desta vez com o CO2 para cumulo dos cidadãos de Lisboa. Um dos últimos modelos da Ferrarri, o 485 Speciale, debita 275 g/km de emissões de CO2, segundo o site oficial da Ferrari. Já um Fiat Punto 1 75 ELX de 1999 debita 156 g/Km (valor estimado) de emissões de CO2, o ridículo é que o Ferrari pode passear-se pela Av. da Liberdade e o Punto não.

Mas o cumulo não passa só por aqui uma vez que a maior parte da frota da CM Lisboa é anterior a 1996. Não deveria ser esta instituição a dar o exemplo? É de salientar que estes não constam nas exceções.

A outra questão prende-se com o facto de que para as empresas afetadas em que é inoportuno, devido à situação económica portuguesa, trocar a sua frota de carros ou até mesmo colocar um filtro de partículas. Agora se já é difícil para empresas imagine-se os habitantes de Lisboa que na sua maioria são reformados, com pensões a rondarem os 700€.

Para além disto agrava-se a situação de que a maior parte dos hospitais de Lisboa, se não quase todos, encontram-se dentro das ZER. É o caso de nos perguntarmos o que fazer com as famílias com dificuldades economias e que muitas das vezes têm um carro próprio, mas que lhes é difícil pagar uma ambulância ou táxi para se dirigirem aos hospitais!?…

(Ricardo João, MaisLisboa)

Em finais do ano de 2014, o MaisLisboa.org (núcleo local da associação cívica MaisDemocracia.org) enviou à Junta de Freguesia de Alvalade, a seguinte mensagem sobre atravessamentos pedonais na Avenida de Roma

Em finais do ano de 2014, o MaisLisboa.org (núcleo local da associação cívica MaisDemocracia.org) enviou à Junta de Freguesia de Alvalade, a seguinte mensagem: 
“Eis um pequeno piloto traçado hoje de manhã, por uma equipa MaisLisboa:https://maislisboa.wordpress.com/2014/09/18/atravessamentos-da-avenida-de-roma-em-lisboa-projecto-piloto/

Inclui Mapa: https://www.google.com/maps/d/edit?mid=zu2fWJAPbW0o.kwUjltEXTtIE 
e dados tabulares: https://docs.google.com/spreadsheets/d/1EijjHvRGn7qvAeDe3KvRA11R9ONGmdDB_gRqtuSVkm8/edit?usp=sharing

Observam-se aqui vários problemas, que merecem uma atenção por parte da autarquia:
1. semáforos (numa via de 4 faixas) com menos de 16 segundos em verde
2. vários semáforos avariados
3. vários mupis que constituem obstáculos à visão do via, por parte do peão em locais de atravessamento.”

A resposta chegaria a 27 de janeiro de 2015.
A Junta de Freguesia de Alvalade remeteu a mensagem, com os levantamentos de tempos e anomalias de atravessamento à “Direcção Municipal de Mobilidade e Transportes” (DMMT) da Câmara Municipal de Lisboa, a qual permitiu à junta de freguesia fornecer a seguinte resposta:

“Em face da resposta obtida da DMMT, temos a acrescentar:
· O Departamento de Tráfego analisou todos os cruzamentos na Av. de Roma em relação à temporização, às lâmpadas fundidas e, algumas avarias de funcionamento;
· Alguns cruzamentos sofreram alterações na temporização, nomeadamente nos tempos de peão;
· Foram também substituídas lâmpadas fundidas, e intervencionados os cruzamentos com problemas de funcionamento;
· À data de resposta da DMMT foi-nos comunicado que os cruzamentos se encontravam a funcionar dentro da normalidade.”

Pergunta MaisLisboa à Câmara Municipal de Lisboa

Na Itália, o município de Turim estima poupar mais de 6 milhões de euros ao longo de 5 anos através da substituição do Microsoft Windows XP pela distribuição de Linux, Ubuntu. Esta substituição vai ter lugar nos 8300 utilizados atualmente pela autarquia e deverá gerar uma poupança imediata, por máquina, de 300 euros. Isolada, esta fase da operação vai permitir poupar 2,5 milhões de euros em licenciamento Microsoft de Windows e Office. Nas fases seguintes, outras poupanças serão adicionadas, à medida que outro software proprietário vai sendo substituído

Neste contexto, o MaisLisboa questiona a Câmara Municipal de Lisboa:
1. Qual é o valor atualmente dispendido em licenciamento proprietário (Microsoft, Oracle, SAP/R3, etc) na CML?
2. Qual é o parque informático (desktops, laptops e smartphones) atualmente em uso na autarquia?
3. Qual é a utilização de Software Livre (Linux, LibreOffice, Apache, etc)? Em que percentagem do parque está instalado?
4. No âmbito de operações de contenção de custos e racionalização de despesas a CML tem prevista alguma operação semelhante (em escala ou âmbito) ao exemplo de Turim?
Fonte:

http://rss.slashdot.org/~r/Slashdot/slashdot/~3/B4-xnBNLo8A/story01.htm

Breve Balanço de um ano de MaisLisboa

Património:
1. Estado degradado do Baluarte de Santo António (queixa a serviço competente)
2. Convento do Carmo (queixa, paragem e obra de emergência)
3. Furto de azulejos (reporte Rua dos Açores 14)
4. Pavilhão Carlos Lopes (Contacto de Lusa)
Na Minha Rua:
1. Semáforos avariados, buracos, ruinas, etc (mais de 140)
OP2014
1. Lombas waydip (aceite e em votação)
Eventos:
1. Debate Calçada Portuguesa (18 junho 2014)
2. Caminhada pela Calçada Portuguesa (4 out)
Participação em debates, como convidados:
1. PAN Lisboa
2. Mobilidade e Atropelamentos (CML)
Assembleia Municipal:
1. EMEL e Cabos Selvagens (Salgado, agora reage até 2017)
2. Enviámos propostas (rede de parques periféricos)
Projetos em spintout:
1. Mapa piloto de semáforos e Riscos de atravessamento da av de Roma
2. Lisboa Devoluta (2172)
3. Calçada Portuguesa (1170)
4. Azulejos de Lisboa (590)
Questões à CML:
1. Uso de software livre na CML (quanto? planos? futuro?)
2. Acordo Bragalparques (que custos para a CML?)
3. Uso de segways pela PM (é legal? quando custa?
4. Outras (Cinema Londres, Sem Abrigo, etc)
EMEL:
1. Queixa ao Provedor de Justiça (estacionamento em 2ª fila)
2. Petição EMEL (divisão da EMEL pelas freguesias de Lisboa)
Cinema Londres:
1. Ecos nos Media (RTP, TSF, Lusa e Jornais em janeiro)
2. Reuniões na SEC (maio) e na CML
3. Riscos de colapso do Convento do Carmo (queixa na CML)
4. Estado atual (1975) (freguesias, entregar AR)

Notas para uma “Caminhada pela Calçada Portuguesa de Lisboa”

1. Jardim da Estrela
1430-1500

Contexto:
* O Jardim da Estrela (ou Jardim Guerra Junqueiro) foi mandado construir pelo Marquês de Tomar e foi inaugurado em 1842.
* O Jardim foi construído graças a donativos particulares
* Existem motivos esotéricos na entrada via Basílica e na lateral da entrada via Álvares Cabral

* Esfera Armilar
** Este instrumento astronómico e de navegação foi muito usado na Era dos Descobrimentos.
** Terá sido trazido pelos templários, ter em conta que o Infante D. Henrique era o grão-mestre da Ordem de Cristo.
** Dom Manuel I incorporou a Esfera Armilar na sua bandeira pessoal.
** Era o estandarte dos navios da rota Portugal-Brasil do século XV e XVI (“bandeira das naus do Brasil”)
** Surge em praticamente todos os monumentos do Manuelino (p.ex. Jerónimos e Torre de Belém)

* Estrela de Oito Pontas
** falaremos dela no Marquês de Pombal

* Cruz da Ordem de Cristo (ou do Templo)
** Esta cruz é também conhecida como “cruz pátea” (do francês croix pattée) ou “cruz patada”, em que as pontas são mais amplas no perímetro que no centro, formando “patas”.
** a cruz pátea, começa num ponto, que simboliza a origem de tudo e a criação do Cosmos ou a emanação divina.
** os 4 braços externos representam os 4 elementos fogo, ar, terra e água, e os 4 braços interiores as 4 virtudes cardeais do Iniciado: força, justiça, temperança e prudência
** somando 4 + 4 temos o 8, número que simboliza a Unidade e a encarnação do espírito na matéria (Cristo). O 8 é o número templário.

* Triquetra
** A palavra significa tão somente “triângulo” e é muito comum na arte céltica das Ilhas Britânicas, e especialmenta na Irlanda.
** É muito usada como elemento decorativo simples, mas também no Cristianismo e na Bruxaria Wicca
** No celtismo representa as 3 fases da Grande Mãe, a energia criadora do Cosmos: a Virgem, a Mãe e a Anciã. Representa também a divisão celta do ano em 3 estações (primavera, verão e inverno)
** No cristianismo, a triquetra vale pela Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo)
** O cruzamento central vale pela perfeição, como no pentagrama (também presente aqui na calçada do Jardim)

* Estrela de Seis Pontas (Estrela de David ou “Magem Davi”)
** A sua origem é a de dois triângulos sobrepostos
** Também conhecida como “escudo supremo de David”
** “magem” significa “escudo”, “defesa”, “governante” ou “homem armado”, algo que protege
** este seria o símbolo dos escudos dos soldados hebreus, no reinado de David
** surge em muitas sinagogas do segundo templo e do período romano, aparentemente apenas com valor decorativo.
** a partir do século XII, na Cabala, assume um carácter de amuleto protetor.
** a partir de 1354 torna-se um símbolo da comunidade judaica, quando Carlos IV concede à judiaria de Praga a sua própria bandeira (“bandeira de David”). Foi usada pelos Nazis e hoje incorpora a bandeira de Israel
** o símbolo representa a ascensão da terra para o céu (triângulo terra, triângulo ar)

* Três estrelas de cinco pontas umas dentro das outras
** “o que está em cima é igual ao que está em abaixo”, signo da unidade do Cosmos e da ligação do micro ao macrocosmos)
** O pentáculo representam o Ser Humano e Leonardo da Vinci usa-o no seu célebre “Homem Vitruviano”
** nos romanos, era o símbolo da deusa Vénus
** simboliza o Infinito, e o cinco, ou união dos desiguais, pelo casamento entre o masculino, 3 e o feminino, 2, valendo assim, na Alquimia, também pelo andrógino.
** muito usado na escola francesa da Cabala como amuleto protetor contra o Mal.
** a Escola Pitagórica usava o pentagrama como símbolo
** na religião romana, o pentagrama simboliza os cinco elementos (ar, fogo, água, terra e espírito)

2. Descida a pé pela Álvares Cabral
1500-1515

* O monumento a Pedro Álvares Cabral, foi inaugurado em 1941, com honras militares. O monumento é uma réplica de um existente no Rio de Janeiro e foi da autoria do escultor Rodolfo Bernadelli (em 1940).
** foi oferecida ao governo português pelo governo brasileiro

* na avenida, encontramos o “Salão de Jogos Monumental”, que se tornou uma loja chinesa em 2006
** aqui, nas décadas de 1930 e 1940 tinham lugar grandes festas e bailes
** tinha um arranjo interior raro, com plataformas e corredores
** foi cenário de vários filmes como o “Kilas, o Mau da Fota”
** classificado desde 2002, como imóvel de interesse público pelo IPPAR
** modernista, art déco, construído em 1930 com projeto de Raul Martins
** a garagem monumental é hoje a proprietária do conjunto

* a Calçada Portuguesa é também chamada de “mosaico português” ou “pedra portuguesa” no Brasil.

* além de Portugal, é também usada no Brasil (Manaus, Avenida Central e Copacabana), em Angola (Lobito), EUA, Cabo Verde,
Macau e em Moçambique (Maputo)

* geralmente é usado calcário branco e negro (basalto mais raramente, do vulcão de Lisboa Ocidental). Nas ilhas, o preto, contudo, é feito em basalto, já que ele aqui é muito abundante. Quando é basalto, o corte é muito mais irregular (em Lisboa, um caso raro de uso é o Largo do Carmo)

* cores: preto e branco, geralmente, mas também surge o castanho, o vermelho, o azul e o amarelo

* os trabalhadores são conhecidos como “mestres calceteiros”

* a “calçada à portuguesa” é diferente da “calçada portuguesa”:
** a “calçada à portuguesa é de aplicação irregular e as pedras têm formas irregulares
** a “calçada portuguesa” é composta por cubos e tem um enquadramento diagonal.

3. Rato a Marquês de Pombal
1515-1530

* os primeiros pavimentos calcetados surgiram em Lisboa, no século XV
** Dom João II, êxodo rural e sobrepovoamento
** “Ruas novas” riberinhas e comerciais
** Navio que em 1485 traz no lastro o primeiro carregamento de pera. Esgotou-se e abriram pedreiras em Cascais, com contratos de transporte com pescadores da região.
** CML pede empréstimo ao hospital de São Lázaro e cobra impostos para custear a pavimentação da “Rua Nova Del Rey”
** Os moradores por lei, tinham que limpar o espaço frente às suas casas
** duas cartas régias de Dom Manuel (1498 e 1500) indicam a “Rua Nova dos Mercadores” como a primeira a ser calcetada em Lisboa
** Todos os que deitassem lixo ou animais mortos eram punidos com multa ou 20 dias de cadeia
** o lastro das naus era a origem da maioria da pedra das calçadas
** esta rua é referenciada desde o século XIII, sendo a maior rua da Lisboa medieval, indo desde a atual Rua do Ouro (cruzamento com a Rua de São Julião) até à esquina da Rua do Comércio com a Rua dos Fanqueiros. Aqui estavam as mais opulentas lojas da capital, a par de vários serviços relacionados com o mundo dos negócios e finança. Em meados do séc. XVI, o espaço de encontro dos mercadores foi delimitado por um gradeamento, passando esta zona da artéria a ser denominada por Rua Nova dos Ferros. A via manteve o estatuto de nervo comercial da cidade nos séculos subsequentes, ficando completamente arrasada pelo terramoto de 1755.
**o material usado no século XV era o granito do Porto, transportado por mar, o que tornou a operação muito cara. O objetivo era que a Ganga, um rinoceronte branco, ricamente ornamentada, não sujasse de lama com o calcar das suas pesadas patas, o numeroso e longo cortejo, com figurantes aparatosamente engalanados com as novas riquezas e adornos vindas do oriente, que saía à rua em pleno inverno, aquando do seu aniversário a 21 de Janeiro. A comitiva ficava manifestamente suja, daí a decisaõ de calcetar as ruas do percurso como forma de dar resposta ao problema. Sendo a única vez no ano em que o rei se mostrava à população vem daí a expressão: “Quando o rei faz anos…”

* na reconstrução de Lisboa, depois de 1755, os custos e a necessária rápida reconstrução tornaram impossível o recurso à calçada.

* mas a “calçada à portuguesa” surgiu apenas em 1842 com calcário branco e negro.
** o trabalho era realizado por presidiários, os “grilhetas”, a mando do governador de armas do Castelo de São Jorge, o tenente-general Eusébio Pinheiro Furtado.
** o desenho era de zig-zag simples conhecido popularmente como “cristalizações”, com referências p.ex. num poema de Cesário Verde.

* em 1986 é criada a Escola de Calceteiros

* As pedras da calçada são trabalhadas aproveitando as diáclases do calcário, uma rede de finas fraturas (e que em maior escala, se observam nas falésias do Guincho, p.ex.).
* Estas diáclases são provocadas pelas pressões tectónicas e pela perda de água.
* Com um martelo, os calceteiros fazem pequenos ajustes à forma da pedra e colocam-nas usando moldes para identificar as zonas de diferentes cores e os padrões

4. Praça do Marquês de Pombal
1530-1545

** Lenda dos corvos de S. Vicente:
Após a derrota do rei visigótico Rodrigo na batalha de Guadalete, os invasores muçulmanos ocuparam toda a Península e, segundo a lenda, ordenaram a transformação de todas as igrejas em mesquitas.
** Em Valência, um decano decidiu colocar a salvo o corpo do mártir São Vicente que aqui se encontrava e ordenou o seu embarque num navio para ser enviado para as Astúrias, onde persistia a governação cristã. A embarcação passou as Colunas de Hércules, mas encontrou no Atlântico uma grande tempestade aportando ao Promontório Sacro (Sagres). Os cristãos colocaram a hipótese de desembarcar e construírem um templo em memória de São Vicente e ainda não tinham decidido o que fazer quando o navio encalhou. Ali passaram a noite. Quando, no dia seguinte e depois de terem libertado o navio, iam retomar viagem, foram surpreendido por um navio pirata. Precipitadamente, alguns desembarcaram na praia, com a relíquia, enquanto o navio se procurava afastar dos piratas. Talvez capturado por estes, nunca regressaria e os cristão acabaram ficando por ali construindo o templo que antes tinham chegado a pensar erguer. Em torno do templo, ergueram uma pequena povoação onde viveriam e formariam famílias, mesclando-se com as populações locais.
** Quando as operações militares de Afonso Henriques penetraram no Algarve, por pouco tempo e em operações de guerrilha (fossados), os mouros locais vingar-se-íam dos cristão arrasando a povoação cristã de São Vicente e escravizando os seus habitantes. 50 anos depois, Afonso Henriques tomou conhecimento desses cativos e foi o próprio decano de Valência que, já muito idoso, narrou o sucedido ao monarca português descrevendo ao rei onde havia escondido as relíquias do Santo, pedindo-lhe que as resgatasse e as transferisse para um lugar seguro. O rei aceitou o pedido e embarcou pessoalmente num navio, juntamente com o decano, para o cabo de São Vicente. Este, contudo, morreria durante a viagem e sem dizer exactamente o local onde estava escondido o corpo do Santo. O rei, desembarcou e encaminhou-se para as ruínas do templo, avistando aqui um bando de corvos que sobrevoavam um local rochoso no solo. Os seus soldados escavaram aqui e encontraram o corpo de São Vicente.
** As relíquias foram levadas para Lisboa, sendo o navio escoltado durante toda a viagem por dois corvos, cujos descendentes se acredita terem vivido durante séculos na Sé Catedral de Lisboa.

* Estrelas de Oito Pontas:
** Estas estrelas são um conhecido símbolo solar. Muito usado desde a época neolítica e comum no sul da Península Ibérica surge, por exemplo, nas moedas turdetanas como símbolo político, sendo também usada no período muçulmano.
** Lenda maçónica: Os judeus, ainda no seu cativeiro na Babilónia usavam a estrela de 8 pontas para simbolizar Jeovah.
** Símbolo da renovação através do Baptismo
** Também chamada de “octogono”, signo do “amor divino” e da Pedra (ou Elixir), o produto da Separação e Recombinação (Solve et Coagula), que nos Tratados de Alquimia aparece por vezes simbolizado por uma roda de oito aros.
** Nos rosacruzes, o simbolo da estrela de oito pontas vale pelo Universo geométrico, guardado por oito anjos.

5. Descida da Avenida da Liberdade
1545-1600

* A geometria do século XX demonstrou que há um número limitado de simetrias possíveis no plano: 7 para os frisos e 17 para os padrões. Um trabalho de jovens estudantes portugueses registou, nas calçadas de Lisboa, 5 frisos e 11 padrões, atestando a sua riqueza em simetrias.

* Vários tipos de Calçada_:
** a antiga calçada à portuguesa, que se caracteriza pela forma irregular de aplicação das pedras
** o malhete, semelhante mas com mais espaço entre as pedras
** a calçada portuguesa clássica, que tem uma aplicação em diagonal, segundo um alinhamento de 45 graus com os muros ou lancis
** a calçada à fiada, com as pedras alinhadas em filas paralelas;
** a calçada circular;
** a calçada sextavada (figura 6);
** a calçada artística, que se caracteriza pela aplicação de pedras com formatos específicos e/ou pelo contraste de cores
**o Mar Largo;
** o leque segmentado
** o leque florentino
** e o rabo de pavão

6. Praça dos Restauradores
1600-1615

Obelisco:
* Na Praça dos Restauradores encontramos um grande obelisco, com 30 metros de altura e que foi inaugurado em 1886, comemorando a libertação de Portugal do domínio espanhol em 1640.
* As figuras de bronze representam a Vitória (palma e coroa) e a Liberdade. Os nomes e datas nos lados do monumento representam os das batalhas da Guerra da Restauração.
* O monumento foi custeado por subscrição pública, em Portugal e no Brasil.
* O projeto é da autoria de António Tomás da Fonseca, e as estátuas da Vitória e da Independência de José Simões de Almeida (lado norte) e Alberto Nunes (lado sul). A construção coube a Sérgio Augusto de Barros
* Foi neste momento que a bandeira republicana de 1910 foi hasteada pela primeira vez, a 1 de dezembro, comemorando os 270 da Restauração.

Calçada:
* esta calçada é obra de João Abel Manta. Arquitecto e resistente anti-fascista.
* foi responsável, com Alberto Pessoa e Hernâni Gandra, pelos projectos dos blocos habitacionais da Avenida Infante, ganhando o Prémio Municipal de Arquitectura de 1957
* A partir de 1960 deixou a arquitectura e dispersou-se a partir daí em várias artes, desde as artes plásticas, a cenografia, como cartonista e claro… por esta zona de calçada artística.
* é também o autor do painel de azulejos na Avenida Calouste Gulbenkian, Lisboa (concebido em 1970 e aplicado em 1982).

8. Rossio
1615-1630

* Depois do Castelo, os “grilhetas” receberam ordem para calcetar a Praça do Rossio

* Eusébio Furtado recebeu verbas para que os seus homens pavimentassem toda a área da Praça do Rossio, uma das zonas mais conhecidas e mais centrais de Lisboa, numa extensão de 8 712 m². A obra terminou em 1849.

* O padrão de desenho Mar largo é aplicado a calçamento de vias, em urbanismo. O traçado de suas linhas, alternadas em branco e preto, faz um paralelismo estilizado com o ritmo das ondas do mar e das marés. Embora alguns estudiosos afirmem que surgiu primeiramente na cidade de Manaus, no estado do Amazonas, durante a urbanização decorrente do ciclo da borracha, o padrão já existia em Portugal no século XVIII, segundo dados da época.
* O padrão foi mantido por Burle Marx em 1969, quando foi refeito o calçamento da orla marítima do bairro de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil, por exemplo. Na ocasião o padrão foi multiplicado por três e disposto no sentido longitudinal, ao contrário do original, disposto transversalmente.
* Em Portugal foi recentemente aplicado no calçamento do Parque das Nações, em Lisboa. Também se observa no Estoril.

Actualização sobre o estado do Baluarte de Santa Apolónia (Penha de França)

Hoje, o MaisLisboa.org (núcleo local da associação nacional MaisDemocracia) esteve em visita no Baluarte de Santa Apolónia (freguesia da Penha de França) verificando qual era a situação deste monumento da época da Guerra da Restauração. Recentemente, reportamos à CML a existência de desvios para hortas privadas ilegais de peças do Baluarte (ameias, guarita e pontos de fogo). Nesta nova visita, constátamos que, infelizmente, a situação entretanto se havia agravado: mais peças do Baluarte foram desviadas para estas hortas ilegais e, segundo moradores, há mesmo outras peças desviadas para uma habitação no número 13 da avenida dom Afonso III (com acesso directo a estas hortas ilegais) e habituada por cidadãos de nacionalidade estrangeira.
Esta situação de saque impune mão pode continuar. O abandono em que está esta estrutura defensiva do século XVII também não. Ação precisa-se. Enquanto ainda existe algo para recuperar.
Ter ainda em conta que a situação de degradação geral do espaço se mantêm.
Informação enviada à CML a 23 de agosto:
“Recentemente, em visita ao baluarte de Santa Apolónia (freguesia Penha de França) constatámos que vários elementos arquitectónicos do baluarte estavam dispersos, não tinham sido reunidos ao conjunto original, nem conservados (para futura recolocação) em armazém da autarquia. Pelo contrário, encontrámos vários elementos (como uma ameia) em hortas situadas junto ao baluarte.
O MaisLisboa repudia vivamente esta utilização – com aparente cumplicidade da empresa que terá renovado o espaço – de património histórico e cultural e espaços privados, assim como a falta de iniciativa em reintegrar estes elementos arquitectónicos dispersos ou mesmo de preservar contexto histórico e arqueológico onde foram encontrados. A renovação e limpeza do espaço onde se situa o baluarte era uma necessidade que vinha já desde longe, mas é chocante observar a falta de respeito pelo património que resulta da dispersão e aparente desvio de elementos arquitectónicos deste baluarte da Guerra da Restauração.
fotos em maislisboa.wordpress.com/2014/08/23/situacao-no-baluarte-de-santa-apolonia-penha-de-franca/
Assunto Habitação e Património”
A 18 de setembro (quase um mês depois!) sabíamos que o pedido tinha recebido o número “Pedido nº CML-256084-TJDB – Contacto do Municipe CRM:0326126” e que havia sido remetido para “o serviço responsável”.
A 23 de setembro, informaram-nos que a situação teria sido encaminhada para a “DSPC – Divisão de Salvaguarda do Património Cultural”, que teria a situação em mãos neste momento.
Enviado para CML, polícia municipal, secretária de Estado da Cultura e Junta da Freguesia da Penha de França.BaluarteSantaApolónia (1) BaluarteSantaApolónia (2) BaluarteSantaApolónia (3) BaluarteSantaApolónia (4) BaluarteSantaApolónia (5) BaluarteSantaApolónia (6) BaluarteSantaApolónia (7) BaluarteSantaApolónia (8)

Vote no projeto MaisLisboa para o Orçamento Participativo de Lisboa 2014: “Lombas Geradoras de Energia numa zona experimental de Lisboa”

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Número:057
Área:Infra-Estruturas Viárias, Trânsito e Mobilidade
Descrição:
Instalação de lombas ou outros tipos de pavimentos capazes de gerar energia a partir da circulação automóvel numa zona experimental, onde existam problemas conhecidos com excessos de velocidade, atropelamentos de peões e ausência de lombas. Um sistema semelhante foi testado na Covilhã, contribuindo para a energia que alimenta os semáforos e painéis luminosos de uma rua nessa cidade do interior do país. Propõe-se a instalação de sistemas da Waydip (Wayenergy), ou de outros, equivalentes, igualmente fabricados ou com tecnologia nacional num segmento a determinar da Avenida de Roma, que poderá depois ser expandido a outros ou, eventualmente, a outras regiões da cidade de Lisboa permitindo – numa utilização máxima – servir inclusivamente para que a CML venda energia à rede e compense assim o custo inicial do investimento. Paralelamente, esta proposta – pela instalação de rampas em vias de circulação rápida – vai aumentar a segurança dos peões e reduzir os atropelamentos que todos os anos se registam nestas vias. Este projecto foi aceite com base numa proposta para a Av. de Roma mas pode, em alternativa, identificar um outro local que revele um maior impacto para a sua implementação.
Local:Avenida de Roma
Custo:500000.00
Prazo de execução:18 meses

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Estado de conservação estrutural do Convento do Carmo a 24 de setembro de 2014

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As águas pluviais que surgiam aqui acumuladas e formando pequenos lagos junto aos alicerces. Contudo, estes continuam expostos, permitindo a entrada de água directamente para os mesmos, com os riscos estruturais que tal implica.

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Embora a 24 de setembro (10:25) já não chovesse desde há pelo menos 24 horas, observam-se aqui ainda grandes acumulações de água. O problema de drenagem de águas pluviais persiste aqui, de forma muito óbvia e com todos os riscos que daqui decorrem para os alicerces deste várias vezes centenário edifício.

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A situação que aqui observámos a 16 de setembro foi corrigida, e o lago que aqui se observava já não existe tendo sido esta concavidade preenchida com areias.

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A acumulação de água que aqui observámos a 16 de setembro já não existe.

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Calços no arco lateral.

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Fissura no arco lateral do Convento. Situação sem alteração aparente desde 16 de setembro de 2014.

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Fissura no arco lateral do Convento. Situação sem alteração aparente desde 16 de setembro de 2014.

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Fissura no arco lateral do Convento. Estes calços de madeira são novos e foram colocados após o contacto MaisLisboa de 16 de setembro de 2014.

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Fissura no arco lateral do Convento. Estes calços de madeira são novos e foram colocados após o contacto MaisLisboa de 16 de setembro de 2014.

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Calço incorretamente posicionado no arco lateral do Convento. Situação reportada à CML pelo MaisLisboa que persiste desde 16 de setembro.

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Calço incorretamente posicionado no arco lateral do Convento. Situação reportada à CML pelo MaisLisboa que persiste desde 16 de setembro.

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Fissura no arco lateral do Convento. Situação sem alteração aparente desde 16 de setembro de 2014.

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Fissura no arco lateral do Convento. Estes calços de madeira são novos e foram colocados após o contacto MaisLisboa de 16 de setembro de 2014.

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Obras paradas no Terraço da Rua do Carmo, após as chuvadas intensas dos últimos dias e do alerta MaisLisboa de 16 de setembro de 2014 à CML.

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Obras paradas no Terraço da Rua do Carmo, após as chuvadas intensas dos últimos dias e do alerta MaisLisboa de 16 de setembro de 2014 à CML.

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Obras paradas no Terraço da Rua do Carmo, após as chuvadas intensas dos últimos dias e do alerta MaisLisboa de 16 de setembro de 2014 à CML.

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Canalização de drenagem (insuficiente como comprova a acumalação de águas pluviais que a montante ainda persiste)

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Paredes junto à encosta. A monitorizar por fissuras com o maior dos cuidados. Sem alteração desde 16 de setembro.

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Paredes junto à encosta. A monitorizar por fissuras com o maior dos cuidados. Sem alteração desde 16 de setembro.

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Paredes junto à encosta. A monitorizar por fissuras com o maior dos cuidados. Sem alteração desde 16 de setembro.

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Fissura no arco lateral do Convento. Situação sem alteração aparente desde 16 de setembro de 2014.

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Fissura no arco lateral do Convento. Situação sem alteração aparente desde 16 de setembro de 2014.

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Fissura no arco lateral do Convento. Situação sem alteração aparente desde 16 de setembro de 2014.

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Fissura no arco lateral do Convento. Situação sem alteração aparente desde 16 de setembro de 2014.

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Fissura no arco lateral do Convento. Situação sem alteração aparente desde 16 de setembro de 2014.

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Fissura no arco lateral do Convento. Situação sem alteração aparente desde 16 de setembro de 2014.

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Fissura no arco lateral do Convento. Situação sem alteração aparente desde 16 de setembro de 2014.

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Entrada da tubagem de drenagem. Insuficiente, como prova a acumulação de águas mais a montante.

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Local de acumulação de águas, junto às paredes exteriores do Convento Carmo. Sitrualão a 24 de setembro, pelas 10:36

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Niova passadeira, com telhado de zinco instalada depois de 16 de setembro, para proteger os peões de quedas de objetos da grua e para eventuais quedas de partes da estrutura do edifício. Esta construção provisória é recente e foi colocada apenas depois do alerta do MaisLisboa.

Semáforos pedonais e de via avariados desde as chuvas de 22 de setembro junto à Escola Rainha Dona Leonor (Avenida de Roma)

Basta percorrer algumas ruas da cidade de Lisboa para comprovar que existe um problema gravé – potencialmente letal – na manutenção dos semáforos da cidade. A própria autarquia se tem pronunciado publicamente sobre o mesmo, responsabilizando a empresa que ganhou o concurso de manutenção (a Siemens). Independentemente, da repartição ou atribuição de responsabilidades que possa haver (e em último caso elas competem sempre à CML), o facto de TODOS os semáforos da movimentada Avenida de Roma (onde os veículos circulam impunemente a velocidades muito superiores aos 50 Km/H) e TODOS os semáforos pedonais junto à muito frequentada Escola Secundária Rainha Dona Leonor estarem avariados desde há mais de dois dias é da mais alta gravidade.

Esta inércia é da responsabilidade da autarquia de Lisboa.
Assim como será qualquer fatalidade que venha aqui a suceder.
Acção, Precisa-se!

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Enviado à CML: “Onde estão os azulejos do edifício da Rua dos Açores, 14?”

Em julho 2009 (ver mapa Google) embora já tivessem sido removidos alguns dos azulejos de finais do Século XIX deste edifício devoluto, sito na Rua dos Açores, 14, a maioria estava ainda no seu lugar.

Contudo, constatámos que a 23 de setembro de 2014 e estando em curso obras de requalificação no edifício outros azulejos foram removidos.

O MaisLisboa.org questiona a autarquia quanto ao conhecimento desta alteração de fachada e se tem conhecimento do desaparecimento (e eventual furto) de mais esta parcela do rico património azulejar da cidade de Lisboa.
Rua dos Açores, 14 (1)

Rua dos Açores, 14 (4) Rua dos Açores, 14 (5) Rua dos Açores, 14 (6) Rua dos Açores, 14 (7)